quinta-feira, 28 de maio de 2009

Da Natureza Devaneiante dos Carpideiros da Blue Marble

Os peixes não sabem, vá. Eles só se prostram surrupiantes às suas correntezas e fascinante cotidiano que só uma criatura tão expressiva quanto um peixe pode ter. Mas eu sei. Digo, nós sabemos. Tá, eu sei e você finge que sabe, tantófaz...

Agora, se essas tábuas pudessem falar (e veja você que, de fato, elas não podem), elas berrariam ao sol o crux of the biscuit. Cê sabe, the apostrophe. Porque só lá no escuro, onde as bolhas tubarônicas borbulham, onde as paredes close in to suffocate ya, where the life you've been leading gotta go (hu-hum), é que há contrapontos farfalhantes e metronômicos. Sim?

Well, let me straighten ya out

Sobre esse lugar que eu conheço, aquele, logo do lado daquele restaurante russo, virando a esquina. É, você sabe onde é, né seu safadão? Eu já sabia que você sabia antes de você mesmo saber que havia algo para ser sabido. Mas a gente é uma coisa só, só não é. Quer saber? Deixa os pragmatismos pro desjejum.

Don't ya just freakin love the sound of a full hull fully hulling across a reef? É pra isso que eu vivo, bicho. E também pra o canto de sereias bem dotadas.

Ah, a bênção do caos. Caos tem pra todo mundo. Mas é a última, e só a última gota que transborda o copo. Pensando bem, agora faz sentido. Quando se vive no mar, não há últimas gotas. Pobres peixes. Talvez agora eles saibam.

Olha lá, a electric ladyland...

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