quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reichstag

Aqui não jaz um blog.

Do mal da década que surge dos confins dos pseudoemos e prototias-de-salão, dos mários-vão-com-os-outros e dos mainstreamers cegos, a exclusão não desremete. Pois as poucas vanguardas, no mais literal dos sentidos, que afrontam as ondas de mimimi e recusam o abarcar da geração são não mal-encaradas ou perseguidas como outrora foram, mas sim ignoradas e ridicularizadas, tomadas como a máxima das irrealidades psicossomáticas, os verdadeiros "tá, eu seria vilão ou mocinho, mas nunca o bufão."

Este é o grito de liberdade geograficamente isolado e blogosfericamente imiscível de alguns desocupados que vêem o mundo como algo para se pensar e mandar tomar no cu e dar risada. Por uma adolescência menos saturada de traumas de infância, pensamentos melancólicos, memórias nostálgicas, modinhas, filosofias isolantes, depressões, repressões, ridiculofeitios, desmemórias, desculpinhas, coisinhas, complexos. Pelo sarcasmo, ironia, sadismo e despreendimento, pela piada e pelo piadeiro, pelo piadante e pelo piadendo. Jamais críticos. Sempre honestos. E ainda rindo do mundo enfiado no cu.

Buffoons are dead, they say. Long live the buffoons...

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