sexta-feira, 5 de junho de 2009

O homem do tanque

Hu Yaobang, um líder chinês que lutava a favor de uma reforma politica no país, morreu no dia 15 de abril de 1989 gerando uma série de protestos que mobilizou mais de 100 mil pessoas liderados por estudantes e intelectuais na Praça da Paz Celestial, uma das maiores do mundo. Eles estavam descontentes com o autoritarismo exercido pelo Partido Comunista da China e o aumento do desemprego.
Foi ordenado que todos os cidadãos de Pequim permanecessem em suas casas. Essa advertência foi completamente ignorada pelos manifestantes. O governo chinês decidiu que uma intervenção militar era a unica forma de retomar o controle e enviou soldados e tanques para a cidade.
O povo da cidade foi contra a ação militar e criou uma força de resistência, fechando estradas para atrasar o avanço das tropas. O exercito respondeu com fogo, causando a morte de centenas de civis. Condutores de riquixás se aventuravam ente soldados e manisfestantes levando os feridos para hospitais próximos. 
Os conflitos atrairam atenção da midia internacional. No dia 5 de junho, um homem solitário, parou uma coluna de tanques num dos protestos pacíficos mais icônicos da história:



Não se sabe o número de vitimas exato. As estimativas diferem bastante. Um funcionário não identificado da Cruz Vermelha afima que foram cerca de 2 mil mortos. A Universidade de Tsinghua calculou 4 mil mortos e mais de 30 mil feridos. Já a inteligência estadunidense estimou um número consideravelmente mais baixo, entre 180 e 500 mortos, semelhante ao número oficial divulgado pelo governo chinês. 
Não existem informações oficiais sobre a idêntidade ou o paradeiro do jovem do jovem. Algumas fontes dizem que ele foi executado poucos dias depois, enquanto outros acreditam que ele ainda está vivo, se escondendo em Taiwan.
Em 1998, a revista Time elegeu o 'Rebelde Desconhecido' como uma das 100 pessoas mais importantes do século XX. 

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