domingo, 14 de junho de 2009

Síndromes I

Síndrome de Monterey-Woodstock

Esta anomalia psicossomática se agrava conforme a idade do portador. Observada em sobreviventes dos anos 60 e 70, os afetados descrevem padrões comportamentais conflitantes com o que de fato estão pensando. A síndrome tem intrigado pesquisadores e pesquisados por anos, ocasionando a organização do seguinte experimento:


Aqui temos o grupo A da síndrome Monterey-Woodstock na experiência conduzida no laboratório de psicologia da universidade de Altamont, Bangladesh. Ligados às cobaias estão sensores de eletricidade cerebral programados para detectar projeções bipolares nas áreas de movimento e introspecção do cérebro (o equipamento torna alguns membros ligeiramente sacolejantes, já que usa um gel fixador que pode causar alergia). O gerador elétrico do laboratório foi propositalmente sobrecarregado de forma a eletrocutar levemente as cobaias para retirá-las do sono criogênico, d'onde elas não podem sair com risco de morte por overdoses latentes. Por isso, há algumas explosões na parede anterior da sala e o ambiente está escuro, já que tentativas anteriores danificaram seriamente os circuitos das lâmpadas da sala. Na parte frontal do auditório estão phDs de todo o mundo que foram convidados especialmente para o show. O terceiro filmado, de casaco preto e óculos escuros, é um comentarista da Science e por isso não descreve comportamento Monterey-Woodstockiano. Eis os resultados:


Paciente #1 - Richards, Keith.


Pensamento - "Grauurrr... deixei o miojo no fogão e esqueci de deixar o torrent ligado..."
Gestos - "Grauurrr... eu sou um rockstar..."

Observações : O senhor Richards mostrou-se também portador da síndrome de Lemmy-McCartney, uma rara alteração genética que o torna imortal, mas não invelhecível. Há indícios de que a mesma anomalia amenize alguns dos sintomas da Monterey-Woodstock, e o paciente de fato demonstra menos discrepâncias no pensamentoXgesto, como demonstrado acima. O equipamento foi propositalmente instalado nas partes internas da coxa, de forma a experimentar com os efeitos da sua localização mais diversa. Em dado momento, Richards tenta atacar o escritor da Science, porém esse habilmente se comporta como um Monterey-Woodstockiano e despista as intenções psicopatas do quasiatacante. O enrijecimento dos lábios foi causado por um erro de cálculo no formol usado na preservação dos neurônios sobreviventes dos anos 60, 70, 80... Enfim, dos neurônios sobreviventes.


Paciente #2 - Jagger, Mick.


Pensamento - "Pô, sacanagem terem me chamado de bicha véia logo hoje. Faz tempo que eu não solto a franga e tava planejando fazer isso agora... Ah, é porque eles não ficaram sabendo daquela gostosa brasileira que eu comi outro dia. Hahahahaha..."
Gestos - "SOLTA A FRANGA, MULHER!"

Observações : Jagger é um típico portador da Monterey-Woodstock, aliás, foi a cobaia utilizada no primeiro experimento relacionado a sua classificação na universidade de Knebworth, pelo doutor Brian Jones, já falecido, em meados de 197E-Guaraná-Com-Rolha (alguém lembra do guaraná com rolha?). Aqui, ele foi sujeito à ação de micorrizas bucais que produzem um composto necessário para manter seus olhos abertos, um verdadeiro desafio para engenheiros biológicos superarem. As micorrizas também causam disfunções dictivas, e podemos ver a troca não-espontânea do "tr" por "tw" em certas instâncias, além de variações no pitch da garganta e muitas outras mais sutis. O mais afetado pela alergia ao gel.

Paciente #3 - Watts, Charlie.

Pensamento - "Mais um dia comum na vida de qualquer baterista. Você acha que é só levar a bateria na van e deixar na gig e quando se dá conta tá no meio de um monte de bicha loca véia. E depois o Mick fica de mimimi porque eu chamei ele de bicha véia. Não sei o que é pior, isso aqui ou revival do Village People. Humph..."
Gestos - "*Gulp* tem gente aqui hein? Eita porra... Que medo... *Brrrr*... É bom cê não me filmar de novo hein!!!!"

O caso Watts ilustra os efeitos do cruzamento esquizofrenia+TOC+Monterey-Woodstock+DSTs. O esquizofrênico quebra suas personalidades e emoções de forma muito mais marcante que dos outros observados, tendo aqui a bipolaridade pessimismo/raiva/"fazer o que, né..." X insegurança crônica. Assim que chegou no laboratório, o paciente sentou-se no banco de experimentos de microssismos, usado para testes em escala de prédios japoneses, e começou a brincar com padrões de repetição dos béquers de madeira. Um típico TOC. E vai dizer que esse jeitinho de 'vim de camiseta polo porque tava dormindo assim' não é indício de gonorréia?

Os resultados completos serão publicados pela editora da universidade de Cambridge em 2010, quando todas as classificações já tiverem sido concluídas. Psicológos do mundo todo já aceitam que a síndrome de Monterey-Woodstock não é um mal irreversível, suficiente para retirá-la do infame grupo do Alzheimer e Parkinson, no lado neurológico. De acordo com o doutor George Harrison da universidade de Liverpool, o paciente Eric Clapton foi curado depois de altas doses de blues puro. Só nos resta esperar pela cura certa e acessível deste mal que assola todos os sexagenários angloamericanos (e alguns mais).

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